1779808_710901585597057_631437123_n

O maior protege o menor

Ando de bicicleta. Sempre andei. É verdade que no início andava como hobbie, nas manhãs ensolaradas de domingo ou de um feriado. Foi assim, contudo, que descobri uma maneira de economizar dinheiro, fazer exercício físico e ajudar o meio ambiente: usá-la como meu meio de transporte.

Tudo lindo, maravilha, brilhante e purpurina.

Não foi assim.

Sair do parque para entrar nas ruas e avenidas foi um desafio que eu não estava preparado. Descobri que toda paz e simpatia de baixo das sombras do parque não existia no asfalto da cidade. Era selvagem aquele lugar e eu não sabia; logo eu que andava por lá todos os dias, de ônibus, de carro, de moto. Nunca tinha percebido o horror que era aquilo que parecia tão calmo e sereno dentro do ar condicionado com o rádio ligado.

O problema não era o calor, a subida. Eram os outros. Ninguém me via, quando um olhar se virava para mim, vinha acompanhado de xingamentos e termos que prefiro nem repetir. Mas qual era o problema? Eu queria o mesmo que todos eles: chegar ao meu destino final vivo e a tempo.

Nem todo mundo via assim, os automóveis me encaravam como uma intrusa, alguém que não deveria estar ali. Só que eu não estava me intrometendo onde não me chamaram. Não estava. Eu tinha todo o direito de estar ali; a rua não é feita para carros, ela é feita para deslocamento de pessoas em veículos. Para a surpresa de todos, eu era uma pessoa e estava me deslocando em um veículo.

“Use a ciclovia” ouvi várias vezes. Eu uso. A ciclovia, porém, não liga a cidade inteira e eu não estava a passeio. Construir ciclovias é ótimo, é mais seguro; mas não tira dos motoristas a necessidade de respeitar e compartilhar com todos as ruas e avenidas.

Apesar de tudo isso, eu acredito que podemos mudar. O primeiro passo então é mostrar para os carros, motos e caminhões que nós, ciclistas, existimos e também fazemos parte do trânsito e, portanto, devemos ser respeitados dentro e fora do asfalto.

Essa história é fictícia, mas existem várias pessoas que seriam capazes de escrevê-las como relato pessoal. Respeitar o ciclista é fundamental para harmonia no trânsito. Hoje, você está dirigindo um carro, mas amanhã poderá estar a pé, ou de bicicleta. Não importa em que veículo esteja é sempre uma pessoa que está nele. A vida é prioridade em qualquer lugar e lembre-se: maior protege menor.
bikerdribbble

Sinalização das bikes

Não existe ainda lei que regule sinalizações de bicicletas, porém há sinalizações com gestos convencionados socialmente para um melhor convívio no trânsito com bicicletas.

DOBRAR À ESQUERDA

Estica o braço esquerdo para a esquerda com a palma aberta para frente

 

DOBRAR À DIREITA

Estica o braço direito para a direita com a palma aberta para frente

 

ATENÇÃO PARA PARAR/SINAL DE FREIO

Levanta o braço esquerdo para cima

 

SEGUIR EM FRENTE EM CRUZAMENTO

Flexiona o braço esquerdo para cima, com a mão para frente, dobrada para cima no punho.

 

ATENÇÃO OBSTÁCULO À FRENTE

Estica o braço esquerdo ao lado do corpo, para baixo, inclinado, com a mão esquerda abrindo e fechando

 

É preciso que os ciclistas, respeitem os carros e as leis de trânsito também, para construir um trânsito mais amigo, harmônico e saudável para todos.

Ciclistas do mundo, uni-vos!

 

 

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *